Emma Frost. Poderes telepatas além do que você pode imaginar. Uma das mutantes mais poderosas do mundo.
white queen for you
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Em algum canto vago de sua mente, Logan tinha consciência do quanto tinha se comportado de modo estúpido. Estúpido até para seus próprios padrões, o que o fez pensar que era a personificação da grosseria. No entanto, ficou longe de se incomodar com isto - um dia inteiro com Scott Summers reproduzia um efeito visível em seu humor, e por sorte a pessoa ao seu lado conseguia compreender os motivos para tanta impaciência. Se vasculhasse rápido em sua mente, saberia de imediato. Porém, o chamado dela soou quase estranho em seus ouvidos, mas nada disse. Alteou uma sobrancelha e fez o caminho lado a lado com a mutante ômega, o cansaço da batalha dizimando qualquer tensão que não fosse referente ao estado de Kurt. Preocupava-se com ele, era digno e um dos velhos rostos. E Logan apreciava os velhos rostos.

Porém, acabou se surpreendendo ao chegar na ala médica e perceber que o rosto do filho de Azazel não transparecia muita saúde. Os boatos que escutara acerca do ferimento abdominal dele não faziam jus à expressão de cansaço carregada por Noturno. Aproximaram-se com cuidado para não acordar o homem, mesmo que a sensibilidade aguçada de Logan detectasse uma respiração acelerada, de quem não dormia. - Kurt, que aconteceu? Aguentando firme? - Simples e direto, como Wolverine sempre soava. Porém algo no tom mais cuidadoso deveria ser suficiente para todos perceberam que sua preocupação não era fantasia, e sim real.

Abriu os olhos e ofegou, suando frio. Despertou de um pesadelo que o vinha assombrando desde que foi atacado durante a batalha. Por muitas vezes se recusava a adormecer temendo que tivesse o mesmo sonho agitado novamente, no entanto o cansaço vencia e involuntariamente ele pegava no sono. E o pesadelo se repetia.

Via-se sendo atacado várias vezes pelo monstro asgardiano enquanto seus pais o observavam de longe sem ajudá-lo. Estendia as mãos pedindo socorro, mas nada que fizesse o salvava. E Noturno definhava. Sempre que despertava sentia-se mais fraco, as forças exaurindo de seu corpo. Mesmo todos os cuidados que recebia na ala hospitalar do Instituto não pareciam surtir efeito. A razão? O estado psicológico do jovem começava a afetar sua saúde física de tal maneira que o fazia piorar.

E naquele momento ele estava abalado. O pesadelo havia sido mais intenso e o mutante não conseguiu conter a inquietação. Fechou os olhos, as pálpebras pesadas, e tentou controlar a respiração descompassada, mas sem sucesso. Tanto que Logan conseguiu ouvi-lo com seus sentidos aguçados. Ao ouvir a voz alheia, Noturno ergueu os orbes assustados e fitou as duas figuras ao lado de sua cama: Wolverine e Emma Frost.

- Si-sim. - Balbuciou, a voz baixa e trêmula. Não queria que se preocupassem ou soubessem de seus problemas, portanto tentou manter a mente vazia, para que a mulher não usasse sua telepatia e descobrisse. Contudo, o rapaz não sabia se poderia aguentar por muito tempo, as memórias insistiam em lhe atormentar. - Estou… Aguentando. - Esboçou um sorriso fraco. 

Mordia seus lábios enquanto ouvia a fala dos dois, mantendo-se forte. Já tinha passado por aquilo muitas e muitas vezes, não seria diferente. Aproximou-se o máximo que pode, rangendo seus dentes. - Onde. Está. Elixir? - “Depois que descobriram a milagrosa SHIELD, é isso que ganhamos. Abandono”. Deixou a pergunta no ar, não a direcionando para alguém em especial. Mutantes indo e vindo, com o mínimo medo na loura. Passou os dedos por cima do curativo, em seu abdômen nu, enquanto encarava o rosto de Kurt. Não olharia para James, seria forte como sempre, sozinha, sempre aguentando tudo com pulso de diamante.

Tirou os dedos do contado com o mutante azul, pousando-os depois no rosto do mesmo. - Posso? - Falou em voz leve e amigavelmente sutil. Ser dura não ajudaria em nada, naquele momento. Esperando pela negativa que não veio, fechou seus olhos e adentrou-se em sua mente, e com um leve suspiro, retornou para o presente, com olhos duros. Deveriam estar todos ajudando Kurt, ele era mais importante que os alunos imprestáveis. - Elixir! - Gritou, mas a resposta não veio. Irritando-se com toda a incompetência que tinha disposta para si, forçou-se a ela mesma usar de seus dons. - Kurt… Eu posso lhe dar alguma ajuda, criar ilusões de prazer mental, relaxamento. Você não tem medo, tem? - Sorriu como se lançasse um desafio, sabia do gosto de Noturno por eles.

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Toda aquela parafernália nos céus tinha dado ao mutante uma enxaqueca irreparável. O fator de cura providenciava uma recuperação imediata, portanto aqueles tais de doombots poderiam brincar de tiro ao alvo por dias seguidos, e Logan continuaria em pé. Para o bem da verdade, aquele não tinha sido o detalhe crucial para categorizar sua jornada como algum Jjogo satânico para teste de nervos. Não, o nome de sua dor de cabeça tinha nome próprio, altura, e voz afetada de um líder falho: Scott Summers. A rixa entre ambos passava longe de ser desconhecida, mas passar longas horas na companhia dele no campo de batalha teve de amenizar os conflitos pessoais.

No final da grande luta por nada os mutantes não tinham grandes baixas. Alguns feridos, outros fascinados pela batalha, mas nada que sujasse o nome da equipe. O percurso de volta foi a pior parte, pois escutar um bando de estudantes impressionados com aqueles robôs fez o canadense revirar os olhos constantemente. Estava doente por um banho e uma dose de whisky, e foi isto que buscou fazer ao chegar no Instituto, porém… Emma Frost. Sempre Emma Frost e sua falta de modos. Caminhou com ela para a sala do diretor, arqueando uma sobrancelha em puro descaso com a objetividade alheia, apesar de apreciá-la. - Que vale a pena falar? Noturno está numa pior. E só. Os outros estudantes decidiram brincar de aventureiros e alguns também ficaram mal, mas nada sem reparo. - Rebateu, ainda em pé de frente para ela. - E o que eu sei é que uma maluca decidiu jogar robôs na cidade, e só. Sem motivo aparente algum. 

Engoliu em seco. Grosso. Temia por Noturno, de uma forma ou outra, mesmo que não demonstrasse. Era um de seus X-Men preferidos. Não prestou muita atenção no que se seguiu, mas crispou a boca com o último comentário. Seria Logan tão burro assim? - Você confundiu as coisas. Até eu que não fui até lá, sei mais do que você. - Wolverine era prático, ela fora tola de pedir informações para o mutante. Deveria o ter feito para Ororo, ou até Jean Grey. - Estudantes feridos… Podemos conviver com isso. Afinal, chegam mais todos os anos. - Deu de ombros, levantando-se.

- Precisamos ver Kurt. - Colocou as palmas de suas mãos no tampo de madeira nobre da luxuosa mesa. Já se encaminhou até a porta. - Não fique aí, parado. - Abriu a mesma, e já foi para o corredor, andando lado a lado do mutante, que em outra situação a faria sentir-se sexy ou incitada a colocar todo seu lado do Clube do Inferno para fora, novamente. Mas não naquele momento. Ali, estava sendo a diretora, a única, no momento em que a figura masculina que agia como seu semelhante naquele quesito estava desaparecido, até em seu rastreamento mental. A verdade era que não estava concentrada em sua mutação no momento. Nunca perdoaria-se se algo acontecesse ao filho de Azazel. Não saberia dizer de onde todo aquele sentimento tinha vindo, mas uma ânsia de protegê-lo a tomava internamente.


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Cada vez mais, mutantes chegavam ao instituto, alguns feridos, outros nem tanto. Os mais jovens mesclavam uma expressão assustada e entusiasmada, a excitação que sempre os tomava em um cenário posterior à uma batalha. Frost supervisionava tudo, com olhos atentos e frios. Ainda não abordara qualquer X-Men para uma interrogação detalhada de toda a situação, e quando viu James, agarrou-o pelo musculoso braço. 

- Não temos tempo para curativos, você é de Adamantium e vai ficar bem. - Falou, em tom apressado, enquanto dirigia-se para um local onde o barulho não fosse intenso. Parecia ser a única bem arrumada em meio a tantos com roupas rasgadas, uniformes deteriorados e queimados. Tomou nota para avisar os responsáveis que um reforço era necessário. Permaneceu em silêncio por todo o pequeno trajeto, quando adentrou a sala de Scott, o diretor não precisaria dela naquele momento. Fechou a porta, e virou-se para Logan. - Nada de bebidas, seja objetivo. Como tudo foi? - Não esperava resultados tão negativos e apenas poucas perdas. - Você sabe de alguma coisa? - Falou em tom um tanto irônico, enquanto se sentava na confortável cadeira - revestida de veludo azul anil - do diretor. 


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- Levaria onde você me pedisse… Agora, você tem que pedir. Com jeitinho, Emma. Vamos lá, você consegue. - O sorriso em seus lábios tomou proporções maiores ao se dar conta de que a mutante lhe compreendia muito bem. Se as coisas estavam sérias entre eles naquele momento ou não, isto não tinha a mínima importância. Desde que James continuasse a se divertir e achar a conjuntura atual completamente interessante. A loira possuía classe, algo que o rude canadense nunca obteria, nem mesmo com cem anos de treinamento para isto. Tanto que sua respiração tornou-se atravessada ao simples caminhar mais elegante da ômega.

Suas dúvidas sobre estar sendo testado ou não foram confirmadas quando a ouviu falar em timbre sussurrado, algo fatal para a maioria dos homens. Um singelo caminhar, movimentos de pernas que colocariam a perder a sanidade de multidões… Mas não dele. Nunca de Logan. O homem tinha resistido a todas as formas de provocações humanas e aquela seria apenas mais uma - bastante divertida e agradável, por sinal. Tudo dependeria unicamente das inclinações oferecidas por Emma, ou dos propósitos que a mutante demonstrar num mero olhar de gelo. 

No entanto, foi o olhar de Wolverine que se redirecionou para ela ao ver as curvas esbeltas inclinando-se para pedir por gelo. Pelo amor de Deus, ou dos que acreditavam nele, ela estava mesmo aceitando suas propostas? Muito embora a dúvida fosse uma constante, deixou a malícia alcançar também o seu rosto ao servir o whisky no copo dela, sem ao menos olhar para a dosagem. Tinha plena certeza de que não fazia estardalhaço algum enquanto suas íris devastavam todas as curvas dela, uma por uma, na falta de delicadeza que lhe era inerente. - Servida… O suficiente? - Declarou num sussurro antes de erguer-se alguns centímetros para descansar a garrafa na mesinha logo perto de ambos.

Teria que pedir? Aquilo seria interessante de se fazer. Muito interessante. Onde ela pedisse? Qualquer lugar? Franziu o cenho curiosamente. Conseguia sentir o que causava para James. Nem o adamantium deixava de curvar-se ao diamante. Lembrou-se da lei da dureza dos metais, a qual aprendera no colégio. Não pode deixar de se divertir com aquilo. Nem sonhava que o metal que se apoderava do corpo do outro X-Men sequer existia.

E ele nem disfarçava. Indiscreto. Seus modos eram condizentes demais com suas intenções. Deixava tudo muito claro, não tinha vergonha nenhuma daquilo e sua confiança era palpável. Nada mais atraente. Os gentlemen que ainda existiam sobre a Terra, começavam a soar piegas, com uma ponta tediosa e maçante. Quem precisava de um conto de fadas lindo, com final feliz, uma casa cor-de-rosa, marido, filhos e amante para ser feliz? Só meninas burras e ingênuas. Ela não caia mais naquela armadilha de vida bem sucedida. Depois da segunda experiência de quase morte em combate, resolveu não fazer planos e viver cada segundo como bem entendia. A linha entre sobrevivência e falecimentos era tênue para mutantes, e sempre existiria perigo na maior calmaria entre todas. 

Com uma pequena risada, pegou o copo para si novamente com uma mão, e com outra segurou no queixo do mutante, direcionando os olhos do mesmo para os seus. - Ninguém lhe ensinou que é falta de educação não olhar diretamente para os olhos da pessoa com quem se mantém uma conversa cordial? - Sabia que aquilo soava como um deboche, para aquela situação, até para si mesma. A ironia parecia ser o pilar de tudo. Soltou o rosto de James, a barba por fazer pinicando sua delicada e alva pele. 

- O suficiente? Talvez não. - Falou em um tom compenetrante, sentando-se no braço da poltrona em que Logan estava, cruzando suas pernas mesmo em assento tão pequeno.

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- Minha primeira ideia é tirar você daqui. - Declarou numa leva de palavras totalmente indiscreta e sincera, mas daquela vez James não sorria. Não conseguiu sorrir ao se demonstrar completamente franco, sendo que seus modos risonhos retornaram ao perceber que tinha servido demais o copo da mutante ômega. Apenas revirou os olhos mediante essa constatação, pois sua distração tinha um único motivo: Emma Frost. Nunca imaginou que o tanto que tinham em comum fosse aflorar rapidamente num diálogo, mas a loira estava transformada. Apenas não saberia dizer se para melhor ou não.

No entanto, guardou julgamentos em silêncio ao mesmo tempo em que seus orbes encaravam a parte feminina da curiosa dupla abençoada com inteligência e impulsividade - uma combinação estupidamente perigosa se bem empregada. Porém, a chance de dar continuidade com aquela conversa estava nas mãos da colega detentora de belíssimos orbes azuis, um oceano perturbador que poderia ser a ruína de qualquer homem. Menos a dele, claro. Estava imune aos sentimentos mundanos depois de tantas feridas… E arriscou pensar que ela também.

- Mas claro que preciso do seu consentimento para isto, minha querida Emma. - Após o término de sua frase, precisou rir. Ou melhor ainda, teve de rir. Chamá-la de “querida” soara ridiculamente divertido em seus ouvidos, justamente por saber da falta de romantismo existente naquele cômodo. Como ela mesma tinha confirmado: eram os duros, os teimosos. Sem romance, sem a baboseira antiga de Jean Grey ou Scott Summers. Bom, pelo menos até onde Logan conseguia saber ou sentir. Estava curado e pronto para deixar um passado repleto de mulheres para trás: apenas para substituir elas por novas. Novas e melhores. E qual melhor mutante do que aquela diante dos seus olhos? 

Melhor do que Emma não existia, ou pelo menos, ele não tinha conhecimento.

Levar ela dali. Emma poderia ter ideias bem precisas do que aquilo podia - e queria - dizer. Mas teria o prazer de ouvi-lo dizer, assim poderia saborear as palavras, deleitar sua mente e ego. O homem mudara sua postura e expressão, tudo tinha começado a ficar sério? A ideia divertiu-a. Esperou, com paciência, toda sua fala, até a última frase, a palavra restante. Querida soava estranho em sua boca. Com todo o seu riso, Emma conteve-se com um sorriso divertido, tentador, levemente estranho. A estranheza estava no fato de nunca sair do salto, relutar para derreter sua face de gelo e diamantes. Ela tinha medo. Pois gelo derretido, eram só gotas de água, esparramadas.

- Para onde me levaria, então? - Fez um falso semblante confuso, propositalmente. Tinha sua própria forma de dar sinais, e sabia que era aquela que traria o homem para suas próprias teias. Outros achariam maçante e irritadiço, mas ele não. Levantou-se, com porte, leve sensualidade e classe, caminhando até o local onde o gelo encontrava-se, em cima da bancada de mogno. Pegou um pequeno cubo, com a ponta de seus longos dedos, e encaminhou-se para trás da poltrona de James. - Você sempre terá meu consentimento. - Falou em uma voz, sussurrada e cortante.

Um silêncio, por um momento predominante, seguiu-se do pequeno eco que o gelo provocou no fundo do pequeno copo, novamente vazio. Inclinou-se para o mutante. - Poderia enchê-lo de novo? - Estendeu o copo. - Você sabe a perfeita dosagem. - A maliciosidade alastrava-se por seu rosto.

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“Nunca estou deprimida” - Mentira, mentira absurda e descarada pronunciada num voz perigosamente atraente. No entanto o canadense sabia que contrariar a mulher não os levaria a lugar algum, sendo assim apenas assentiu vagamente, como se tivesse engolido as palavras falsas ditas com tamanha facilidade. Frost tinha um dom nato para convencer os demais através das palavras, e caso ninguém concordasse, a ômega poderia destruir suas mentes na mesma agilidade com a qual mentia sobre seus verdadeiros sentimentos.

No entanto, a segunda parte da narrativa feminina demonstrou-se genuína ao confirmar que eram resistentes. E numa maneira quase absurda, beirando os limites do doentio, Emma e Logan se entendiam como ninguém. Sendo a diferença vital entre eles talvez o fato de que o homem era puro instinto, na medida em que a bela dona de fios dourados tinha um invejável autocontrole. Mas vê-la se abrir com um sorriso inesperado causou um bem estar no mutante com fator de cura, sendo que o riso gradualmente se transformou numa risada ao constar que ela queria celebrar aquele momento com mais doses de whisky. Duvidava muito que Frost conseguisse ficar bêbada devido à sua mutação - ou pelo menos não tão alcoolizada quanto gostaria. Porém, assentiu diante a empolgação alheia, servindo-a com mais da bebida selecionada pela mesma, minutos atrás.

- Eu tenho no mínimo umas duas ou três boas ideias que te fariam um bem incrível, minha cara. - Deixou a frase no ar ao mesmo tempo onde ergueu o próprio recipiente cristalino preenchido por whisky, e tinha consciência de que suas palavras a fariam pensar em duas vertentes. Sendo que em ambas o homem de altura intimidante possuía alternativas para a tristeza nas íris oceânicas que pairavam diante de si; ela poderia muito bem sair dali, deixar tudo para trás por um ou dois dias e sentir-se minimamente livre. Ou poderia simplesmente acabar nos braços de Logan. As duas oportunidades seriam acompanhadas de muitíssimo bom grado pelo pretensioso homem, mas teve de controla a própria língua antes de falar mais algumas verdades subentendidas em seu olhar.

Pegou o copo das mãos do mutante, interessada em suas palavras. Com um leve franzir de sobrancelhas, bebeu mais, fitando-o. Ela realmente precisava de algo incrível por hora. Mas algo que duvidava muito que Logan iria conseguir fazer, era animá-la por completo. Precisava de mais do que conversas irônicas e sarcasmos para ficar em estado feliz por completo. Coisa que não atingia desde… Que chegara ali. Cerrou os olhos com o pensamento, mas não poderia deixar-se levar. Mexeu o copo lentamente, a expressão indecifrável. Sentia-se a própria Monalisa maliciosa.

- Ideias são sempre bem vindas. - Não era aquela, a política? - Ainda mais quando compartilhadas. - Seus olhos faiscaram, tornando seus olhos um azul polido e brilhante. Ele enchera seu copo demais. Quase transbordava whisky, ou melhor, transbordara por entre seus dedos, o que lhe rendeu uma careta. Modos. Logan sempre esquecia de tê-los, mas eles não eram precisos em alguém como James. E o mesmo sabia bem disso.

Seria engraçada, a cara de qualquer um que entrasse ali agora. Scott, Jean, Ororo ou até mesmo Katherine. As expressões seriam diferentes, mas todas caracterizariam a surpresa e o pensamento de algo mais. A dupla ali parecia perfeitamente a personificação de duas pessoas tramando algo, sem pudores, sem limitações de pessoas responsáveis. Se quisessem partir no mesmo dia, ao crepúsculo, assim fariam sem que ninguém ao menos desconfiasse de início. O X-men era impulsivo, ela, inteligente. Havia uma parceria, mesmo que infundada e invisível.


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Logan não pôde fazer muito além de rir diante da expressão alheia quando chamara Scott de playboy na frente dela, sem tipo algum de cuidado ou pormenores. Ainda por cima não conseguia retirar de sua mente um pensamento igualmente curioso: Emma concordava com cada palavra dita por si. A mulher de diamantes nunca teve julgamentos tolos, e sábia como o era, sabia que Ororo deveria estar ocupando o cargo antes pertencente à um dos mais poderosos mutantes que a Terra já viu. Memórias associadas ao Professor fizeram-no fechar o semblante em ínfimos segundos, pois Xavier tinha sido o responsável pelo maior reviravolta da sua vida. No entanto, agora tudo morria no passado.

Seu presente estava em Scott Summers sendo seu superior e despejando ordens naquele tom de mauricinho que Wolverine nunca foi capaz de suportar - apenas respeitar, talvez. E exclusivamente porque o homem era um dos mais honrados integrantes do Instituto. Porém, optou por levar o drink aos lábios e sem cerimônia alguma, o revirou de uma só vez. Estava atrás de um presente ou futuro melhores, não de lembranças amargas. Tão amargas quanto o álcool que agora impregnava sua boca e narinas de olfato hiperdesenvolvido. - Sim, você estava diferente. Deprimida. Menos bonita. - Complementou ao assentir o rosto um tantinho para o lado, dando ênfase ao sorriso sacana que a entregou em seguida. - Parabéns Emma, você está muito melhor agora. - Sua confissão nem mesmo doera, saindo num suspiro curto antes de se esticar para servir-se de uma nova dosagem de Daniel’s. 

- E não, eu não mudei. Nós dois sabemos disso… Vamos lá, loira. Somos iguais. Por dentro você é diamante, eu sou adamantium. Nós nunca vamos mudar. Nós somos os teimosos. - Uma frase com mais de cinquenta caracteres era muito além do que Wolverine estava acostumado a distribuir, porém ainda a chamou para um brinde quando ergueu seu copo no ar, esperando que ela complementasse o gesto. Provavelmente esperaria para sempre, mas isto o faria somente achar toda a situação ainda mais divertida. -  A única coisa que eu deixei no passado, foi ela. - O comentário do homem teve um tom de desabafo bastante inusitado, entretanto nada explicaria melhor seus sentimentos do que um simples “ela”. Emma saberia de tudo, tinha plena certeza disto. E provavelmente ia adorar saber dessa novidade.

- Querido Logan, nunca estou deprimida. - Deu uma piscadela, enquanto recostava-se na poltrona, deixando o copo de lado por um instante. Em muitas noites, quando encontrava-se sozinha, ficava deprimida e triste, mas era claro que ninguém poderia saber daquele detalhe. Era Emma Frost, mutante nível ômega, exemplo de muitos. Tinha que ser forte integralmente, enquanto existissem olhos vigilantes sobre ela. Respondeu ao sorriso diferente com mais uma risada, como se o esnobasse, mas de modo diferente. Era o habitual.

Mas começou a sorrir com mais interesse, a pesar por sua frase seguinte. Eles eram resistentes, duros. - Sim, nós somos. - Falou em um tom de voz baixo e penetrante, com olhos semi cerrados. E cada vez mais, os gestos a surpreendiam, mesmo que não fossem uma completa surpresa. Parecia confuso, mas eles entendiam. Riu, descontraidamente com o levantar de copo de Logan, como se esperasse um brinde. Sem nem notar, estava abrindo-se, mostrando uma outra Emma, coisa que para todos, era quase impossível.

Levantou seu copo o mínimo que pode, piscando novamente, e o abaixando para um novo gole. E com a novidade, pousou sua bebida novamente na mesa ao lado, batendo pequenas palmas e rindo. - Isso significa que ambos estamos livres? - Colocou suas mãos para cima, dando de ombros. Mas ela sabia que não estava livre. Na verdade, nunca fora Scott que a aprisionava, e sim toda a culpa, todo o instituto. Toda aquela situação cravava garras grandes e afiadas através de sua carne, a deixava dolorida e amarga. Não estava em seu auge, longe disso. Poderia ser uma Emma mil vezes mais ardente e viva, longe de tudo aquilo. - Isso sim merece comemoração. - Estendeu seu copo, pedindo por mais. A expressão divertida e irônica. A ironia fazia parte de seu ser. Poderia tentar ser a mais agradável possível, mas sempre teria aquela ponta em suas ações.

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O mogno reluzente que cobria toda a superfície dura do chão perturbava o canadense de uma maneira nada saudável, quase maníaca. Nunca conseguiria compreender o gosto dos demais por toda aquela ostentação, quando na verdade as pessoas que residiam ali não passavam de puro instinto - certamente um ou outro não eram assim, porém a esmagadora maioria não passava de um detentores do gene X, um gene cuja simples existência fazia os instintos de todos aflorarem. Em si mesmo considerava apenas que isto era aperfeiçoado, ou ainda melhor: considerava-os hipócritas. Belos hipócritas com cara de almofadinha, sendo que o maior de todos atualmente deveria estar na direção do Instituto; pensar nisto fez o estômago do homem embrulhar, mas disfarçou devido à companhia da telepata.

A loira por sua vez estava ocupada com a busca interminável das bebidas, algo que em seu tempo seria feito em dois segundos, já que uma das exigências de Logan era sempre manter a sala dos professores carregada com boas doses de whisky, não importando se eram baratos ou não. A qualidade não importava para alguém de olfato e apaladar apurados ao ponto de até mesmo o melhor dos drinks se parecer com algo indigno. No final das contas, queria apenas tomar um porre ou se embriagar - nada que fosse fazer por enquanto, não na companhia de Emma Frost. E quando essa última finalmente conseguiu achar as bebidas e servir dois copos, não pôde deixar de grunhir ao ver que precisaria ir buscar o conteúdo álcoolico por ele mesmo.

Entretanto, apesar do humor aparentemente irritadiço, Frost deveria saber que esse era apenas… Logan. O bom e velho carrancudo, corajoso o suficiente para se demorar com as íris observando o conteúdo do decote alheio ao mesmo tempo em que tomava para si o copo ofertado pela mão feminina. Bom, se a mutante usava algo tão justo assim estava esperando que alguém a admirasse, não era? Sem maiores delongas, o rústico homem tomou o drink e caminhou para a poltrona de frente à alheia, já escutando o relato sobre bláblá SHIELD e suas missões estapafúrdias.  - Você sabe que eu acho tudo isso uma grande bobagem, não sabe? - Retrucou sobre todas aquelas ideias de que deveriam salvar o mundo. Pois no fundo, ele achava que já tinha salvado pessoas demais. Assim como eliminado-as. 

- Ah… Não me diga que o playboy pegou o lugar que deveria ser da Ororo? - Comentou sem a mínima hesitação, pois seu relacionamento com Scott Summers nunca se demonstrou dos melhores. Um sorriso nasalado escapou ao se afundar na poltrona, em dúvida se encarava a bela mulher em sua frente ou a bebida entre seus dedos. - Mas me conte de você, Emma. Da última vez em que te vi as coisas estavam diferentes. Você estava diferente. 

Não reclamou com a indiscrição do outro X-Men, conhecia bem seus modos, e bem, não achava-os ruins, pelo bem da verdade. E laro que Emma sabia de todas suas opiniões. Logan pouco se importava para brigas que não fossem suas, batalhas que não o levassem para lugar nenhum. Ela não se lembrava de quando o mesmo tinha feito algo totalmente altruísta. Até admirava aquilo. Sempre achou besteira dos que sempre colocavam sua vida a disposição de algo que não faria muita diferença para todo o universo. Se salvassem vinte pessoas no ocidente, no oriente outras mil morreriam. 

Ela concordava com ele. Sempre concordou, até quando mentia agradavelmente para Scott, assentindo e falando "Você é o perfeito diretor". Sempre foi necessário que mentisse, nisso, se mostrava perita. Era Tempestade que deveria assumir aquele instituto, a que se mostrava, de longe, mais competente e responsável. Com um riso que quase sempre estampava seu rosto, irônico, agradável em certos modos e provocante, assentiu, mexendo o copo em sua mão. 

Deu um gole, o encarando de sobrancelhas erguidas. - Eu estava diferente? - Indagou, com um tom de voz interessado. - Diferente como? - Antigamente, estava mais abatida por ter se juntado aos X-Men, e era verdade, contrariada. Naquele momento estava mais firme e segura de si. - Estou mais bonita agora, isso que quer dizer? - Riu, em tom de ironia. Sempre usava esse tom. - Você também mudou. - Estudou-o com os olhos. Não. Ele estava igual, sempre igual. - Cada vez que some, volta um Logan diferente.

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Compreendia que sua altura e porte assustavam a grande maioria das pessoas, mas Emma era diferente. Aquela mutante parecia não ter medo de nada, por mais que soubesse muitíssimo bem que a verdade não era assim, que a verdade era mais frágil do que o diamante do qual o corpo da mesma era feito. Logan compreendia as motivações da loira, pois parte delas foram vivenciadas em sua própria experiência. Porém, ambos nunca tocariam em assuntos tão delicados enquanto o orgulho predominasse.

E de fato, não errou ao pensar que eram orgulhosos sim: o simples toque em seu peitoral da mutante o fez perceber que ela não dava a mínima para o quanto fosse grande ou de aparência predatória. Até mesmo porque Wolverine tinha plena consciência de que era apenas vacilar, e estaria nas mãos dela. Emma Frost era alguém para se respeitar e ter cuidado, no entanto não viu necessidade alguma em soar alerta quando estavam caminhando em busca de umas boas doses alcóolicas. Com um pouco de sorte, seria informado sobre os últimos acontecimentos do local… E ainda teria uma bela visão diante dos seus olhos.

- Se eu não lembrasse do caminho, lembraria do cheiro, sabe como é. - O timbre estupidamente masculino e grave cortou a provocação dela, mas estava certo de que isto a divertiria muito mais do que intimidaria. Seguiu em passadas fundas logo atrás de Emma, em direção à uma sala que se recordava bem, pertencia somente aos professores. Por ali deveriam estar as melhores espécies de bebidas, já que seria incoerente com o lema do Instituto a permissão de álcool aos menores. - Eu quero o que você tiver de mais forte… E se tiver tempo, quero saber o que anda acontecendo por aqui. - Direto ao ponto, ele era assim. Sempre fôra e nunca deixaria de ser. Um sorriso de canto tomou seus lábios ao ver que a mutante já partia em busca de algo para beberem, enquanto dava passos aleatórios pelo carvalho que revestia o chão.

Tudo por ali era luxuoso, uma ostentação que não combinava com o espírito animalesco de Wolverine - e nunca combinaria, de forma alguma. 

Abriu a escura porta da sala e adentrando na mesma, procurou o pequeno armário de bebidas que tanto a ajudavam em alguns dias. Sempre mudavam sua posição. Cada dia era um canto. Todos davam a entender para Scott e Ororo que nunca bebiam ou relavam em algo com álcool. Hipócritas patéticos. Todo dia, por alguma razão desconhecida, faltava cada vez mais conhaque ou vodka. Finalmente encontrando a localização das tão adoradas garrafas, abriu a pequena porta da onde encontravam-se, pegando dois pequenos copos e os posicionando na bancada.

E então, andando para o lado contrário, sentou-se na confortável poltrona de veludo negro, cruzando suas pernas, com um sorriso presunçoso. - Jack Daniels, dois cubos de gelo. - E assentiu com a cabeça, divertindo-se. Apostava que mesmo resmungando, ele pegaria sua bebida. Mas como em toda aposta, poderia perder. - E oras, por onde começar? Vejamos. - Suspirou, antes de desatar a falar, em torrente. - SHIELD convocou todos os X-Men para uma grandiosa missão, elas sempre são, parece que nossos queridinhos estão reunindo-se de novo, tramando alguma coisa poderosa. - Com a última palavra, seus olhos brilhavam. Não incomodava em ver se Logan tinha sua atenção nela, sabia que sim.

Olhou para suas unhas, brancas e bem feitas, como se não ligasse realmente para nada o que falava. - Mas sobre isso você vai receber um cansativo relatório mais tarde. - Concluiu aquele assunto. - Todos os X-Men sumidos resolveram voltar, e bem, o nosso diretor está livre para receber todos eles de braços abertos. - Deu um malicioso sorriso de lado. Esperava que ele soubesse bem do que aquilo se tratava. Não era burro.

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Emma era realmente uma bela mulher, muito além dos padrões comuns para aquelas em sua idade. Logan arriscaria falar que a loira era estonteante, se por acaso algum dia tal palavra conseguisse fazer algum sentido em seu vocabulário sempre direto. Porém, o mais atraente nela - ao contrário da grande maioria das mulheres -, era quando a mutante desatava a falar. A dosagem de ironia e sarcasmo pertencentes à ela trouxeram um meio sorriso aos lábios do canadense, cujo um passo recuou para obter mais um pouco de espaço pessoal.

- Essas crianças de agora parecem ainda piores do que as do nosso tempo. - Comentou numa só tirada, numa sinceridade afiada e digna somente dele. Desde a manhã, já tinha escutado o murmurar de inúmeras garotinhas e garotos dispostos a conhecer melhor o famoso “Wolverine”. O problema estava no fato de que o próprio mutante não dava a mínima para sua própria fama. A fizera por feitos que ainda doíam dentro de si, feridas não-cicatrizadas compunham o homem que ironicamente, detinha o dom de regenerar o físico. Mas observar Frost ali em sua frente o fez sentir-se vivo, uma chama do passado onde sabia que uma hora ou outra ela faria “aquilo.”

- Vá em frente. Eu sei que você está louca pra ler meus pensamentos… Mas você sabe. Nada do que sai pela minha boca é diferente do que está aqui. - Ao término de suas palavras, o indicador encontrou sua têmpora, indicando que nada do que ela lesse seria muito diferente do que estava disposto a responder. No entanto, Emma não era a pessoa repleta de dúvidas por ali. A pessoa confusa seria Logan, o “homem por fora de tudo”, ao menos momentaneamente. Algo que desejou reparar em meio a um convite feito em seus modos rudimentares. - Eu, você e uns drinks. Daí eu acabo descobrindo o que se passou por aqui enquanto eu estava fora. O que me diz? - Concluiu sua proposta erguendo o maxilar alguns centímetros, acentuando ainda mais a monstruosa diferença de altura entre ambos. 

Crianças eram crianças. Mesmo que não quisesse, era inevitável a comparação de quando ela própria era uma. Rica e cega pela influência que exercia em todos os outros ao seu redor, achava que tinha o mundo na palma de suas mãos. Poderia falar de quem quisesse, quando quisesse e sempre seria a correta. Nunca nem lhe passava pela cabeça estar sendo patética. Franziu levemente o nariz pelo cheiro característico do mutante. Se pudesse, arrancaria aquela sua jaqueta, velha e acabada. Estavam dentro do instituto, não havia um porquê. Não fazia frio, não ventava. Era como se a peça o protegesse de algo.  

Sincero. Algo que James era extremamente, o que o diferenciava e muito dos outros. Poupava trabalho para Frost, era mais interessante ouvir a simples verdade por suas versões, suas palavras roucas e grossas. - Isso soa ótimo. - Falou em um tom de descaso, olhando para seu rosto, acima do dela. Com sua grande altura,  Emma sentia-se inferior. Deu um leve soco no peitoral do homem, virando-se de costas para o mesmo. 

- Me siga. - Começou a andar pelo corredor, forçando James a ficar em seu encalço. - Fica cada vez mais difícil conseguir bebidas decentes aqui. - Antes, haviam prateleiras até no hall de entrada, com conhaques e whiskys. Mas as crianças eram outras, elas mexiam do que não eram de seu interesse. Tinham guardado tudo na sala privada dos professores, e as realmente boas tinham se tornado escassas. - Ainda se lembra do caminho? - Já estavam quase chegando na saleta. Ela deveria estar vazia aquele horário, e o que Emma rastreou rapidamente com sua mente foi que sim, não tinha ninguém ali dentro. 

2 years ago | 16 notes (originally from frost-emma)
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